quarta-feira, 10 de janeiro de 2018


Bruno Lucena, de 38 anos ficou conhecido pelo hit “Atoladinha” e “Joga na Cara Dele” tocado na época em uma famosa rádio carioca, a carreira de Bruno tomou um novo rumo. Aos 26 anos, ele passou a ser conhecido como MC Bola de Fogo e bombou nas rádios de todo o Brasil, conseguiu fama e dinheiro, chegando a fazer 15 shows por semana.

Depois de uma parceria fracassada com o DJ Malboro, Bola de Fogo foi trabalhar com a Furacão 2000, quando participou da gravação de dois DVDs. Em 2008, bombou com “Dança do Bob Marley”, um dos últimos sucessos antes de se converter.


O ex-MC Bola de Fogo desistiu “da vida desregrada, fora da lei e sem salvação”. Há oito anos, Bruno deixou o vício em drogas e álcool, no qual ele se afundou em meio à fama, e se rendeu a Jesus Cristo. Ele começou a se envolver com o tráfico de drogas aos 14 anos e já foi enquadrado algumas vezes por causa de seu envolvimento com criminosos.

“Cansei. Não aguentava mais o cansaço que a droga causava no meu corpo. Nesse meio de funk, é muito comum as festas, por exemplo, serem regadas a álcool, drogas e prostituição. Acabei me envolvendo e me arrependo disso”, disse Bruno.

Bruno se arrepende de ter se envolvido com as drogas, mas encara sua carreira no funk como um episódio de sua vida. “Sinto por não ter recusado certas coisas e por ter feito outras, mas, não dá para apagar simplesmente”, afirma. “Eu tive que passar por tudo que eu passei para conseguir entender tudo o que eu tenho na cabeça hoje. Acho que faz parte. E que bom que comecei a cantar novo. Por um lado, foi bom”.


Hoje, Bruno Lacerda, é cristão e passou a ser movido pela vontade de transformar a vida das pessoas, da mesma forma como ele foi transformado. Ele coordena uma clínica de reabilitação de dependentes químicos em Guarapari, no Espírito Santo. “É muito difícil largar a droga. Mas é o que eu digo sempre na clínica. Se conseguirmos ajudar uma pessoa, já está valendo”, ele comemora, acrescentando que, em média, a cada dez pessoas apenas três se livram do vício.

A clínica de reabilitação particular atende 47 internos com o apoio de uma nutricionista, psicólogo, analista e outros profissionais da área da saúde. “Apesar de também fazer palestras em escolas, presídios e até em favelas, vivo do que ganho com o centro de reabilitação”, revela.

Bruno também passou a atuar com o funk gospel e faz palestras em escolas e presídios. “Lancei um novo CD que até representa esse novo momento da minha vida”, conta o carioca, falando sobre o álbum “Bruno Resgatado”.

Mesmo morando no Espírito Santo, Bruno também faz um trabalho nas favelas do Rio de Janeiro, onde se une aos pastores locais para levar a palavra de Deus às comunidades carentes. “Também faço questão de levar para esse pessoal a minha história”, destaca.




0 comentários:

Postar um comentário