terça-feira, 14 de novembro de 2017

“Ela não está morta. Ela tem sinais de vida. Ela não está com a temperatura de morto. Acredito que minha filha está viva”, diz.


Teresa Cristina Mendes, 48, acredita que a filha não morreu. A mãe que se recusa a enterrar a filha dada como morta há dois dias na cidade de Rio Largo, Região Metropolitana de Maceió. Mesmo com o atestado de óbito e com a jovem dentro de um caixão.

Débora Isis Mendes de Gouveia, 18, deu entrada no Hospital Geral do Estado (HGE) no dia 6 de novembro com infecção urinária. O problema de saúde se agravou e ela teve uma infecção nos rins e precisou ser transferida. No dia 8 de novembro, ela deu entrada no Hospital Vida, localizado na Jatiúca. No dia 12, às 14h10, a jovem foi dada como morta. Na certidão de óbito consta que ela morreu devido a infecção renal. Desde então, Débora Isis está dentro de caixão e a família se nega a fazer o enterro.


“Antes de ir para o HGE, ela foi para o Catalepsia IB Gato Falcão. Lá eles aplicaram um soro sedativo e depois disso a menina começou a convulsionar e foi transferida para o HGE. Lá constataram infecção intestinal, urinária e generalizada. De lá, ela estava quase em coma quando foi transferida para o Hospital Vida na segunda passada, onde atestaram o óbito dela no domingo”, disse o irmão Davi César Mendes, 15, que também acredita que a menina está viva.

Em uma entrevista a mãe disse que a família tem histórico de catalepsia, em um estado que pode ser confundido com a morte. “Esse problema acontece na família. Quando deu um ataque em mim eu tive uma dor muito forte na perna e eu fiquei assim, só retornei depois de quatro dias. Esse problema está se agravando e vem acontecendo na família”, diz Teresa Cristina.

Os moradores da região também acreditam que a jovem está viva. "Eu acredito em um Deus vivo. É uma menina evangélica. A mãe dela não é louca. Ela não está fedendo. É capaz dela se levantar dali para mostrar a muita gente que Deus existe", relata.


Ailton Gabriel dos Santos, 43, esteve na casa de Débora e fez uma oração junto com a família nesta manhã. Ele afirma que viu a menina chorar. "Quando a gente estava orando a lágrima dela desceu. O irmão dela pegou na mão dela e ela apertou. Colocaram algodão em todos os lugares, não era para terem colocado. Isso aí que está acontecendo é milagre de Deus. Eu creio no Deus do impossível", diz um vizinho da família.

O delegado Manuel Wanderley Cavalcante foi ao local e pediu uma nova avaliação médica para confirmar a morte de Débora. O corpo foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML), em Maceió, para ser submetido a uma necropsia. "Vamos verificar se está em óbito. E se for comprovado que o hospital liberou este corpo sem óbito, vamos responsabilizar o hospital. Vou instaurar procedimento de investigação", disse o delegado.



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