sexta-feira, 19 de janeiro de 2018


A Bebê Maria Louise de oito meses, foi morta no acidente que deixou ao menos 16 vítimas em Copacabana, na noite desta quinta-feira. O pai da bebê chamou de "assassino" o motorista responsável pelo acidente. Isso aconteceu numa noite de intenso calor, quando a orla ainda estava cheia, e provocou pânico e desespero. Diante da cena de pessoas caídas, algumas gravemente feridas, moradores do bairro, banhistas e turistas que estavam nas imediações correram para socorrer as vítimas.

O motorista do carro Antonio de Almeida Anaquim, de 41 anos, alegou ter tido um ataque epilético na direção. Ele avançou pela Avenida Atlântica e atingiu a areia da praia de Copacabana, atropelando diversas pessoas.


Abalado, o pai da bebê Darlan Rocha, de 27 anos, lamentou a morte da filha e questionou o fato de Antonio estar dirigindo. "Como é que ele toma remédio de epilepsia e tem carteira? Ele é um assassino. Não era para ter carteira de motorista e nem estar na rua. Ele é um assassino, matou minha filha. Como é que eu vou ficar sem a minha filha? Eu estava trabalhando na hora, minha mulher estava passeando com ela na praia no carrinho do bebê, aí ele veio atropelando todo mundo". disse, nervoso.


Ainda segundo Darlan, a mãe da menina, Niedja Araújo, de 24 anos, está internada em estado grave no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, na Zona Sul. No entanto, ainda não há informações oficiais sobre o estado de saúde dela.

Daria Iasmar, de 40 anos, auxiliou o resgate de Maria Louise e de Niedja. Ela afirmou ter recebido a criança de oito meses, desacordada, dos braços da avó e a levou, junto com guardas municipais, para a UPA de Copacabana. O bebê morreu após diversas tentativas de ressuscitação.

"Primeiro, encontrei a mãe que parecia estar com a perna quebrada repetindo “meu bebê, meu bebê”. Perguntei se ela estava grávida. De repente, a avó chegou com a criança desmaiada. Peguei no colo e segui para a UPA num carro da Guarda. Depois de 50 minutos de tentativas de ressuscitá-lo, ela não suportou". contou Daria, chorando.


Policias militares atuaram junto com bombeiros e guardas municipais. Mesmo com a ajuda de voluntários, uma hora depois do atropelamento ainda havia feridos em todo o trecho da praia. Duas ambulâncias foram mobilizadas, mas houve queixas de demora no socorro.

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