sábado, 20 de janeiro de 2018


A mãe, Niedja da Silva Araújo, chegou ao cemitério de cadeira de rodas, chorando muito. "Quero minha filha!", gritava.


Maria Louise, de 8 meses vai ser enterrado na tarde deste sábado (20), no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul. Maria Louisa é uma das 18 vítimas do atropelamento coletivo no calçadão de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na noite de quinta-feira (18).

Amigos e parentes da criança começaram a chegar à capela por volta das 10h. O pai do bebê Darlan Rocha, ficou por volta de 20 minutos chorando em cima do caixão.


A mãe, Niedja da Silva Araújo, que também ficou ferida no acidente, chegou ao cemitério de cadeira de rodas, chorando muito. "Quero minha filha!", gritava.

Os pais da bebê passou a noite na casa dos pastores da Assembleia de Deus. Isaías Domingos Vieira e a mulher Vera Lúcia Vieira contaram que Niedja passou a noite na casa deles porque ela mora na Ladeira dos Tabajaras num local de difícil acesso e que ela não teria como chegar por causa dos ferimentos na perna. O marido Darlan, também dormiu na casa dos pastores. O casal contou que Niedja não dormiu e chorou a noite inteira. Eles tentaram convencê-la a vir mais tarde para o velório, mas não conseguiram.

"Ela quis vir cedo para o velório. Está sendo muito doloroso para essa mãe de 23 anos, que estava começando a construir sua família, que numa noite de muito calor foi à praia para se refrescar e voltou pra casa sem o seu bebê. Não entendo como alguém dirige com a carteira suspensa e anda mente", disse a pastora Vera.


O pastor disse que o advogado da igreja está prestando assessoria à família e vai entrar com processo contra o motorista que causou o atropelamento coletivo em Copacabana.

"Estamos dando toda assistência ao casal. Inclusive refizemos os curativos dela, que estavam mal feitos", disse o pastor.

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