segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018


O número de mortos em dois dias de bombardeios pelo governo da Síria a uma região controlada por rebeldes já chega a 250, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (SOHR, na sigla em inglês).

Dentre as vítimas fatais, segundo o observatório, estariam mais de 50 crianças. Os ataques por ar e artilharia atingiram o leste de Ghouta, região nos arredores da capital síria, Damasco.


Um médico local disse à União das Organizações de Cuidados Médicos (UOSSM, na sigla em inglês) que a situação em Ghouta é "catastrófica".

"As pessoas não têm para onde se voltar", disse ele. "Elas estão tentando sobreviver, mas a fome decorrente do cerco as enfraqueceu significativamente".

Centenas de mortos e feridos, em hospitais em Ghouta também tiveram funcionamento afetado por danos estruturais após bombardeios.



O coordenador da ONU na Síria, Panos Moumtzis, disse que ficou "consternado" ao saber de relatos de que hospitais teriam se tornado alvos deliberadamente, alertando que tais ataques podem configurar crimes de guerra.

Além disso, desde novembro, o governo permitiu a entrada de apenas um comboio de ajuda humanitária no leste de Ghouta, o que agrava a escassez de alimentos por ali.

Um pedaço de pão agora é 22 vezes mais caro do que em todo o país e 12% das crianças com menos de cinco anos estão com desnutrição aguda.

O leste de Ghouta é dominado pela facção islâmica Jaysh al-Islam. Mas a Hayat Tahrir al-Sham, uma aliança jihadista com origens ligadas à al-Qaeda, também ocupa a região.

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