sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018


O Templo de Salomão, sede da Igreja Universal em São Paulo, estava sendo vinculado aos termos de "Sinagoga de Satanás" e de "Anticristo" em buscas na plataforma Google Maps, mas segundo decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, os termos serão proibidos de serem vinculados ao templo.


A Igreja Universal em sua defesa alegou que, sempre que eram realizadas buscas com os termos de "Anticristo" e "Sinagoga de Satanás", no Google Maps, ferramenta de mapeamento por satélite, o resultado da pesquisa era associado para a imagem e o endereço do Templo de Salomão, no bairro do Brás, que fica na zona leste da capital paulista.


A decisão da Justiça foi tomada em dezembro de 2017, mas somente foi proferida no dia primeiro desse mês de fevereiro, determinando também que o Google Brasil desenvolva filtros que evitem a vinculação presente e futura desses termos ao nome, imagem e endereço do templo no Google Maps.

O processo contra o Google Brasil foi lançado pela Igreja Universal em agosto de 2016, onde pedia que as expressões fossem desvinculadas da imagem e do endereço do templo, pedindo também que o Google fornecesse os dados cadastrais disponíveis, assim como registros eletrônicos de IP, data, hora e GMT ligados à pessoa responsável pela vinculação dos termos ao templo religioso.

Porém, a Justiça somente acatou em primeira instância a desvinculação dos termos na plataforma de buscas, mas negou o pedido de fornecimento de dados dos usuários.

A Igreja Universal recorreu então para que a Google adotasse medidas que evitassem a reincidência da associação dos termos ao Templo Salomão, "seja por intervenção humana, algoritmos, de sistemas de classificação ou qualquer outro meio", e para solicitar que, em caso de descumprimento, a obrigação fosse convertida em perdas e danos. Em seu voto, o desembargador relator Alexandre Lazzarini afirmou que a localização vinculada aos termos "estabelece uma relação depreciativa" com os fiéis da Igreja Universal por se tratar de "algo que antagoniza, diretamente, com a fé cristã". Lazzarini levou em conta um parecer técnico de um engenheiro de software da Google, que afirmou não haver interferência humana nos resultados de busca.

Resultado da busca no 'Google Maps' sobre o Templo de Salomão


"Na realidade, estes são o resultado de nossos algoritmos proprietários e sistemas de classificação, que são designados para apresentar automaticamente resultados que correspondam à consulta da pessoa", diz um trecho do documento apresentado pelo engenheiro, que afirma que esses resultados "não refletem a opinião da Google ou nossas crenças", embora possam parecer "inesperados e incomuns", pois "normalmente refletem associações que estão presentes em outros lugares da web".

Segundo o desembargador, o caso não pode ser considerado como censura prévia, já que a pretensão da autora do processo não é a supressão de críticas, mas evitar que os algoritmos do Google "vinculem as referências indicadas como ilícitas ao seu templo religioso de maneira específica ao Google Maps". Informações e fontes "UOL".


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