sábado, 17 de março de 2018


Em entrevista exclusiva à TV Anhanguera, a estudante contou que o namorado a espancou e depois se matou usando uma garrafa quebrada.

Pollyana Cristine Carvalho, 32 anos, contou que o namorado, empresário Jean Carlos Lopes, de 44 anos, havia bebido e começou a agressão, por pensar que ela estava em outro relacionamento, assim que o casal chegou ao motel.

“Continuava me xingando e disse que não ia parar e que nos dois iríamos morrer lá naquele dia”, afirmou Pollyana.

O caso ocorreu enquanto os dois estavam em um quarto de motel no Setor Jardim Helvécia, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

familiares de Jean Carlos disseram que não queriam falar sobre o ocorrido.


Conforme as informações da TV Anhanguera, Pollyana ficou 12 dias internada, dos quais cinco foram em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela mostra que teve cortes no rosto, pescoço, braços e pernas.

“No que eu peguei na maçaneta para ir embora ele me puxou pelos cabelos e me jogou em cima da cama. Estava me xingando e me socando. Em seguida, ele pegou uma garrafa e quebrou. Saiu uma ponta dela e já enfiou no meu pescoço”, lembrou.

Ainda segundo relato dela à TV Anhanguera, após cortar o pescoço da vítima, o empresário usou a mesma garrafa para cortar a própria garganta.


“Ele já deitou todo ensanguentado do meu lado, olhando para mim. Esperei um bom tempo para ver se ele se mexia. Quando eu vi que ele não estava mais se movendo levantei e fui cambaleando”, disse.

O pai de Pollyana, João Carlos Carvalho contou à TV Anhanguera que ficou apavorado ao ver a filha machucada na data do crime. “Quando eu cheguei ela estava na sala de emergência, entre a vida e a morte, toda machucada. Não sabia o que fazer. Pensou que podia perder a sua filha? Pensei”, disse ele.

Pollyana ainda contou que o relacionamento com o namorado era muito conturbado, onde durou cerca de um ano e meio e que eles chegaram a se separar, mas acabaram voltando.

“Nos afastamos algum tempo e depois a gente voltou a conversar. Ele me procurou e eu também era apaixonada”, afirmou.

A polícia Civil já havia informado que Jean tinha histórico de agressões.


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