domingo, 11 de março de 2018


A polícia está investigando pastor Wilson Jorge Ferreira de cometer pelo menos 15 estupros.


Nas últimas semanas, circula nas redes sociais um vídeo de um culto da Igreja do Evangelho Quadrangular Templo dos Anjos, de Belo Horizonte, em que uma mulher invade o local aos gritos, acusando um pastor de estupro, “Ele me estuprou”, dizia a mulher. A denúncia reacendeu o debate sobre o “abuso espiritual” e a dificuldade das igrejas em tratar do assunto.

O pastor Wilson Jorge Ferreira da Silva de 51 anos, está sendo acusado por pelo menos 15 mulheres de cometer abuso sexual. Com 25 anos de ministério, Wilson foi afastado preventivamente das funções pela liderança da Quadrangular.


A igreja, contudo, afirmou nunca ter tido conhecimento de qualquer abuso envolvendo o religioso e informou que ele passou por diversos testes de comportamento.

“O pastor apresentou todas as certidões sobre sua conduta moral, sem nada que o desabonasse, tal como exigido pelo estatuto da igreja”, afirmou em nota. A Quadrangular também disse não ter sido notificada oficialmente sobre as denúncias. Mas mesmo assim ele foi afastado da função preventivamente, por causa das acusações recebidas.

Após tantas denúncias de mulheres divulgadas pelo jornal O Tempo, de Minas Gerais, a Polícia Civil abriu uma investigação. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também foi acionado. “Se Deus tem essa voz, eu não quero me aproximar dEle”, fala de uma das sete mulheres que na última semana procuraram a redação de O TEMPO.


As vítimas de Wilson, o apelidaram de, “maníaco da orelha” pois as abordagem às vítimas seria sempre a mesma, segundo as mulheres que o acusam o pastor marcava uma reunião a portas fechadas com uma de suas “ovelhas” ou oferecia uma carona, afirmando ter algo sério a tratar com elas. Em seguida, se aproximava e lambia as orelhas de suas vítimas, por isso o apelido dado a ele.

A Polícia Civil começou a investigar o caso. As acusações estão sendo apuradas pela delegada Larissa Mascote, que não quis dar detalhes para não comprometer as investigações, mas confirmou parte das denúncias. O Ministério Público também informou que há um processo em um curso, mas ele corre em sigilo.


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