quinta-feira, 19 de abril de 2018


O francês Jérôme Hamon, de 43 anos, é a primeira pessoa no mundo a passar por dois transplantes de face.

Hamon sofre de uma neurofibromatose tipo 1, conhecida como doença de von Recklinghausen, um distúrbio genético que deformou seu rosto.

Essa foi a segunda operação realizada no rosto de hamon, pois a primeira não foi bem sucedida, houve uma rejeição biológica arruinar o êxito de seu transplante de rosto.

Apó receber uma nova face, Hamon segue hospitalizado três meses após sua operação em Paris e agora aprende a conviver com sua nova identidade.


O doador do novo rosto de Hamon era um homem de 22 anos, que morreu a centenas de quilômetros de Paris.

Seu rosto novo permanece liso e imóvel e não aderiu ainda à forma de seu crânio, mas sua aparência deve passar por mudanças pouco a pouco, desde que o tratamento imunossupressor funcione para impedir a rejeição do enxerto.

"Eu me sinto muito bem", disse Hamon, com dificuldade e cansado pelo forte tratamento que recebe. "Estou com pressa para me livrar de tudo isso".

"A equipe inteira ficou impressionado com a coragem de Jérôme, sua vontade, sua coragem em uma situação trágica. Porque então estava em uma situação de espera e nunca reclamou. Pelo contrário, ele tinha um bom humor", disse Bernard Cholley, anestesista em Georges-Pompidou.


Para evitar uma nova rejeição, foi preciso "retirar" anticorpos sanguíneos com plasmaferese e "bloco de produção desses anticorpos" com uso de medicamentos por "três meses anteriores ao transplante", segundo o nefrologista Eric Thervet.

"Após o primeiro transplante, aceitei imediatamente o enxerto, considerei um novo rosto e agora sinto o mesmo" disse Hamon. "Se eu não tivesse aceitado esse novo rosto, teria sido um drama, é realmente uma questão de identidade (...) Mas agora está tudo bem, sou eu".


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