domingo, 27 de maio de 2018


A República da Irlanda é um país tradicionalmente católico, mas segundo o resultado de uma consulta popular realizada na última sexta(25), e anunciado nesse sábado(26), mais de 1,4 milhões de pessoas(66% dos eleitores) votaram pela legalização do aborto. cerca de 724 mil votaram pelo 'não'.

O resultado simbolizou uma vitória histórica para os direitos das mulheres no país, pois segundo o texto atual que está em vigor de 1983, não é permitido a interrupção da gravidez em nenhum caso, nem mesmo em casos de estupro. O resultado da pesquisa foi de um referendo feito pelo governo que deverá reformular a lei para permitir o aborto nos 3 primeiros meses de gestação.


O primeiro-ministro Leo Varadkar chamou o resultado de “revolução silenciosa” e disse que a aprovação do referendo é histórica para a Irlanda e um grande ato de democracia.

“A dor dos maus-tratos causados às mulheres irlandesas por décadas não pode ser desfeita. No entanto, hoje, garantimos que elas não precisem mais passar por isso”, disse o primeiro-ministro.

O referendo feito pelo governo questionou a população sobre a manutenção ou extinção da emenda constitucional aprovada em referendo de 35 anos atrás, que proibiu a interrupção da gravidez em qualquer hipótese. Em 2014, parte da proibição foi retirada para permitir o aborto somente em casos de risco à vida da gestante.


O resultado foi comemorado por ativistas que lutam por mais de três décadas para remover a proibição de aborto da Oitava Emenda da Constituição da Irlanda comemoraram o resultado. “Este é um dia monumental para as mulheres na Irlanda”, disse Orla O’Connor, codiretora do grupo Together for Yes. “Isto é sobre as mulheres tomando seu lugar de direito na sociedade irlandesa, finalmente.”

O referendo deve acabar com a necessidade de milhares de mulheres irlandesas viajarem para o exterior – principalmente para a vizinha Inglaterra – para fazerem abortos. Informações e fontes "Veja".





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