quarta-feira, 30 de maio de 2018


Para você que diz já ter visto de tudo, talvez se surpreenda com mais essa. Você já deve até ter visto casos semelhantes, mas o que está deixando todo o estado do Pará indignado, é que uma avó, juntamente com a mãe de um menino de 10 anos, mentiram nas redes sociais simulando que o menino era soropositivo e tinha um câncer no olho, simplesmente para comover internautas e receberem doações.

O caso aconteceu em Ananindeua, na Grande Belém, e segundo o inquérito de investigação aberto pela policia, a mãe e a avó da criança, que na época da campanha alegaram que o garoto era soropositivo e tinha um câncer nos olhos, são suspeitas de inventar as doenças para comover voluntários a doarem verbas à família.


Segundo a versão divulgada para a campanha, o menino tinha HIV desde o nascimento e sua mãe havia morrido logo após o parto. E há cerca de seis meses, o garoto havia sido diagnosticado com câncer nos olhos. Criado pela avô em uma casa muito humilde no bairro Águas Lindas, ele precisava desde itens de higiene, alimentação, remédios e dinheiro para o tratamento. Com a história, as mulheres mobilizaram pessoas e instituições.


Depois de denúncias, Patrícia Correa Gonzaga, 28 anos, mãe do menino, e Mérice Gonzaga dos Santos, 64 anos, avó materna, foram conduzidas até a Delegacia do Júlia Seffer para prestarem depoimentos sobre o caso. Elas confirmaram o golpe ao delegado Marcelim Soares, responsável pelo inquérito. O menino está sob os cuidados do Conselho Tutelar que ficará responsável em definir a guarda temporária da criança.

"O menino vivia o tempo todo com uma venda nas vistas para convencer as pessoas de que tinha câncer nos olhos, mas tudo era farsa. A criança não tem qualquer problema de saúde", relatou o delegado.


Estima-se que a campanha tenha arrecado cerca de R$ 3 mil. O delegado ouviu as duas mulheres, que em seguida foram liberadas, e abriu inquérito policial. Segundo ele, ao final das investigações, as suspeitas deverão ter as prisões preventivas solicitadas à Justiça. Informações e fontes "G1".



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