terça-feira, 15 de maio de 2018


O humor já foi utilizado para diversas utilidades, em certos casos, além de entreter, o humor é usado para dar voz ao povo contra políticos, que em certos casos são "alfinetados" com um humor crítico bem direto para a situação atual do país. Mas com o passar dos anos, o humor brasileiro foi seguindo uma outra linha, e essa linha se tornou em ataques e ofensas contra a fé de milhares de pessoas religiosas.

Na rede Globo, o antigo programa humorístico "Zorra Total", que foi repaginado e hoje se chama somente "Zorra", vem apostando em quadros mais curtos, com atores mais novos, que fizeram sucesso em outras emissoras ou na internet.


Tendo como seu principal roteirista Marcius Melhem, que também é roteirista de "Tá no Ar"(outro programa de humor da Globo), revelou em entrevista que a proposta era fazer um humor “popular e inteligente”. Para alcançar esse objetivo, ele disse que orientou os escritores das esquetes a evitar “o sexismo, as piadas homofóbicas e preconceituosas”.

Já que não queria mais fazer piada com "mulher burra" e com homossexual, Melhem e sua equipe escolheram então satirizar a fé. Em uma entrevista ele afirmou: “Não estamos aqui para criticar religião. Quando fazemos uma crítica, geralmente é ao uso que se faz dela, não à religião em si. Ela a gente respeita”.

Só que essa promessa não está se cumprindo, pois quando se assiste um de seus programas humorísticos, dá a impressão de que a fé cristã é um tema constante e muito presente nas piadas exibidas tanto no "Zorra" quando no "Tá no Ar".


No programa mais recente, que foi ao ar no sábado (12), um dos quadros se chamava “O ônibus da fé”. Nele, a volta de Jesus, um dos pilares do cristianismo foi ridicularizada. Os “crentes” que esperavam um ônibus na parada, dizem que não querem ver a prometida vinda do Senhor, eles querem apenas voltar para casa.

No sábado passado, dois esquetes mostraram que a figura de Jesus não é respeitada pelo Zorra. O primeiro tentava abordar como seria o Brasil, caso se tornasse um “país fundamentalista”. A sucessão de três piadas curtas tentava mostrar professores, policiais e médicos usando o nome de Deus para justificar impor uma visão tirânica da sociedade.

Não por acaso, o termo nação fundamentalista só seja aplicada a países que têm o islamismo como única religião aceita, como a Arábia Saudita e o Irã, por exemplo. Mesmo assim, o humorístico da Globo tentou descrever algo que não existe: a ideia de que o cristianismo impediria as pessoas de pensar (no caso do professor) e de usar a ciência (no caso do médico). Afinal, existem milhares de instituições de ensino fundadas por igrejas no país.


O que está por trás desses ataques parece ser a mesma estratégia de sempre, gerar uma “nova ideia” sobre um valor enraizado na sociedade, para atribuir a ele um “novo valor”. Esse tipo de estratégia anda lado a lado com a imposição de novas ideias sobre gênero, família e sociedade mostradas nas novelas e nos programas de auditório da emissora.

Acredita-se que o verdadeiro objetivo não só dos programas humorísticos da rede Globo, mas como também de toda a emissora em si é mudar, a longo prazo, aquilo que as pessoas pensam que conhecem. A cada dia que se passa a Globo tem deixado isso mais claro, não só no humor, mas em suas novelas e até mesmo em seus telejornais.



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