sexta-feira, 18 de maio de 2018


Thammy Miranda deu uma entrevista com exclusividade para a revista Glamour, revelando tudo sobre sua vida, como foi a aceitação familiar e como é lidar com o preconceito de viver no país que mais mata transexuais no mundo.

Thammy acaba de estrelar no reality show "Os Gretchens", e diz está gostando da experiência em mostrar sua vida pessoal para o Brasil inteiro ver.

"Está sendo uma experiência bem legal. Já tinha participado do Troca de Família, mas dessa vez é bem mais longo e incrível poder mostrar quem realmente somos", disse.

No reality, Thammy levanta discussões de temas relacionados ao público LGBT, do qual faz parte, e lamenta que a violência através da homofobia e transfobia ainda seja tão forte.


"A única coisa que me deixa mais triste é que esse cidadão que morre por um assalto ou qualquer coisa parecida, não morreu só porque ama alguém do mesmo sexo ou porque não se sente bem com o corpo que veio ao mundo. Não sei se consegui me explicar bem, mas você morrer por amar diferente é cruel demais", declarou o ator.

Agora, dedica-se, também ao canal Desenrola, em parceria com a apresentadora Ciça Camargo.

"Nunca tive muita paciência para canal, mas muitas pessoas me pediam, então, depois do reality decidi fazer. Fiquei com saudade de gravar", contou.

Apesar de ter uma boa relação com a mãe, Gretchen, Thammy revelou que nem sempre amou ser filho do ícone dos anos 80. "Não tinha noção do símbolo sexy, só tinha noção que ela era artista e que eu não tinha ela só pra mim. Sair na rua com ela, era dividir minha mãe full time com todos. Na infância, achei um saco ser filho da Gretchen, amava ser filho da Maria Odete, que estava em casa comigo", contou.


Voltando um pouco no tempo Thammy falou sobre o post que fez nas redes sociais no Dia Internacional da Mulher, para as pessoas que tem preconceito.

"Na real, não é só preconceito. São mais as pessoas achando graça fazer parte de uma turminha. Talvez se sintam mais "ïn" fazendo piadinhas que todos fazem. São, na real, pessoas carentes, querendo atenção. Sinto mais pena que raiva. Mas o preconceito ainda existe e muito", afirmou.



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