quarta-feira, 6 de junho de 2018


Uma adolescente de 16 anos disse não saber por que matou o bebê, após afogar o filho de quatro meses em um tanque de água até a morte, em Salvador, nesta última segunda-feira(4).

A Polícia Civil revelou que, a adolescente já tinha uma passagem pela Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI) da capital baiana por ato infracional análogo à tentativa de homicídio. Na época, aos 14 anos, deu marteladas na cabeça da irmã, que tinha apenas 2 anos.


Segundo informações da delegada Ana Virgínia Paim, que ouviu a adolescente, sua família e o namorado dela, de 52 anos, nesta segunda-feira, a jovem "não apresentou uma motivação definida" para o que fez. Paim afirmou que ela poderá cumprir medida socioeducativa após conclusão do processo, por meio da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac) do Estado da Bahia, que atende adolescentes e possui atendimento psicossocial.

"(A adolescente) mencionou que havia se desentendido com o companheiro pouco antes do ato infracional", disse a delegada.

"(Os familiares relataram) apenas o episódio grave da agressão a própria irmã, que na época tinha 2 anos de idade. A adolescente, na ocasião deste fato, tinha 14 anos. No episódio da irmã, a própria adolescente disse que pretendia se vingar da mãe após um desentendimento entre ambas. Informou que a mãe havia rasgado suas roupas e, por este motivo, desferiu os golpes de martelo na cabeça da irmã que dormia no berço. Contudo, no caso do filho, menciona o desentendimento com o companheiro, mas não aponta este fato como motivação. Alega que não sabe porque agiu dessa maneira", afirmou a delegada responsável pelo caso.


O namorado da adolescente encontrou o bebê no tanque de água pela manhã desta segunda-feira. Após retirá-lo do recipiente, acionou a polícia.

"O pai do bebê registrou o filho, porém alegava não ter certeza da paternidade e não auxiliava a adolescente financeira ou emocionalmente. O relacionamento com o namorado começou durante a gestação, com o total apoio da família da adolescente", relatou.

A adolescente estava na escola até 2017, mas não continuou os estudos com a alegação de que precisava se dedicar aos cuidados com o filho. Informações e fontes "Extra".






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