quinta-feira, 21 de junho de 2018


Magno Brandão Ferreira, de 27 anos, é o principal suspeito de esfaquear e matar Thamiris e as filhas dela.

O vendedor confessou ter matado a facadas a companheira Thamiris de Souza Santos, de 30, e as filhas dela, Nayara Machado de Souza, de oito, e Nicolly de Souza Santos, de quatro anos, em São Vicente, no litoral paulista.

O G1 apurou nesta quinta-feira (21) que ele disse à polícia ter sofrido um "apagão" e acordado ensanguentado, com a faca na mão e em frente aos corpos. Ele segue preso na carceragem do 5º Distrito Policial de Santos.

A confissão aconteceu no mesmo dia em que a Polícia Civil o prendeu na casa da mãe, na madrugada de quarta-feira (20). Na manhã do mesmo dia, ao G1, ela afirmou que dopou o filho na intenção de induzi-lo ao sono, antes de chamar a polícia, já que estava recebendo uma série de ameaças de moradores das redondezas.

Em depoimento, ele admitiu ter cometido o crime, mas não lembra como. "Ele diz que foi ele, que estava ensanguentado, descreve a logística da casa", diz Karla Cristina Pereira, titular da Delegacia da Mulher de São Vicente. A arma usada teria sido comprada por ele na época em que era cozinheiro. Uma faca foi apreendida e a perícia determinará se ela é a utilizada nos crimes.

Ainda em depoimento, o vendedor, que estava desaparecido desde quando os corpos foram achados, na madrugada do dia 10, no bairro Parque Continental, afirmou que permaneceu na residência mesmo com os corpos das vítimas já entrando em processo de decomposição.


"Ele ficou por três dias na casa com as vítimas mortas, e não se preocupou em pedir resgate. Na verdade, ele resume como se tivesse tido um 'apagão', e que só lembra da cena de quando acordou", diz Karla.

O vendedor revelou que, no dia 2 de junho, chegou a discutir com Thamiris. O pai da vítima, Eduardo Antônio da Silva, disse que há a possibilidade de a desavença ter ocorrido por ele ter feito movimentações em uma conta bancária da avó dela, que os dois utilizavam em conjunto.

"Ele teria pegado o dinheiro dessa conta, e não sei o que fez com ele, torrou, fez o que fez. Ele estava com os cartões dela. Provavelmente, foi o motivo da confusão, da briga. Ele ainda teria comprado uma moto", explica.

Segundo a delegada, Brandão mexeu na conta dias após os crimes. Dela, foram tirados cerca de R$ 3.000 sendo que R$ 1.300 tiveram como destino a compra de uma moto, que seria utilizada para a fuga.


"Essa conta tinha um dinheiro que eles usavam para comprar roupas para revender. Foram vários saques após as mortes. E a moto acabou sendo apreendida pela Polícia Militar por questões administrativas", explica.

Familiares do suspeito já haviam alertado à polícia que ele era usuário de drogas, vício que foi confessado por Brandão também durante o depoimento. Ainda assim, ele negou ter usado entorpecentes no dia em que cometeu os crimes.

"Ele confirmou que usou drogas após os crimes, mas dentro da residência", diz a delegada. Três dias após ficar na casa, Brandão se hospedou em uma pousada, no centro de São Vicente. Depois, ficou sem rumo pelas ruas até procurar a mãe, na terça-feira (19).

Vizinhos de Thamiris, que não quiseram se identificar, chegaram a dizer à polícia que ouviram pedidos de socorro na madrugada de terça (5) para quarta (6). Além disso, análises preliminares do Instituto Médico Legal (IML) dão conta de que as duas crianças teriam sido mortas antes que a mãe, mas o laudo conclusivo deve sair apenas nos próximos dias.

Magno Brandão, deve ser indiciado pelo crime de homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa. Além disso, há risco de aumento da pena pelo agravante de duas das vítimas serem menores de 14 anos. Foi pedida a prisão preventiva e ele deverá ser levado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente. Com informações "G1"


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