sexta-feira, 8 de junho de 2018


A roteirista Priscila Guerra, que mora em Porto Alegre (RS), usou o Facebook no final do mês passado, para escrever um texto de desabafo em que expõe sua dor ao acompanhar, como mãe branca, o racismo sofrido pela filha negra, Júlia, 3 anos.

O post já teve mais de 2.500 compartilhamentos, mais de 9 mil reações e mil comentários. Muitos pessoas relataram nos comentários da publicação suas experiências relacionadas ao racismo também contra seus filhos.

A partir do episódio, ela passou a conversar mais com Júlia e chegou ao trabalho de Elis Mc, a rapper mirim carioca, nota 10 no passinho, que valoriza a autoestima das crianças negras.


Priscila notou que a filha passou a se identificar mais com os personagens negros em livros e vídeos.

“Antes, Júlia achava que, na história, ela era a personagem loira”, conta a mãe por telefone a revista crescer.

“Há uma questão de falta de representatividade importante. O cabelo dela ainda chama a atenção das crianças; elas pedem para tocá-lo. Compreendi a partir dessa experiência o que é o racismo estrutural, que é naturalizado, que faz com que a gente ache normal a Júlia ser a única menina negra em tantas situações, e também o que estabelece os nossos padrões de beleza”, diz.




Depoimento de Priscila Guerra no facebook:



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