sábado, 2 de junho de 2018


O encontro reuniu uma plateia de fiéis da Assembleia de Deus, onde foram orientados pelo bispo responsável para que não vaiassem o presidente.

Na quinta-feira (31), Corpus Christi, o presidente Michel Temer participou de um culto na Assembleia de Deus, em Brasília. Onde pediu que a igreja orasse por ele e pelo governo, disse que consulta frequentemente a Bíblia em busca de caminho para os "dias difíceis" da Presidência e afirmou que a paralisação de caminhoneiros está se encerrando "graças a Deus".

Antes da chegada de Temer, o bispo que comandava os trabalhos falou do momento difícil que o país vive e orientou os fiéis a não hostilizar o presidente. O pedido foi atendido. Quando Temer chegou, foi aplaudido. "Aqui você só vai ser aplaudido, porque aqui aprendemos a respeitar as autoridades constituídas", disse o bispo Manoel Ferreira, ao receber o presidente. Afirmou ainda que, apesar de o visitante ser presidente, ele estava na "casa do rei".

Michel Temer no Ministério Madureira, na Assembleia de Deus

Temer, que estava acompanhado do pré-candidato do MDB, Henrique Meirelles, disse que mantinha em sua mesa, na Presidência da República, dois livros, a Constituição Federal e a Bíblia.

"Nos poucos momentos que eu tenho livre na minha sala, eu abro um pouco a Constituição, quando tenho dúvida de natureza organizativa, mas abro frequentemente a Bíblia. Aliás, deixo aberta. Mas, de vez em quando, folheio porque dizem "quando você tiver uma dificuldade, veja na Bíblia que você terá um caminho". E não foram poucas as vezes que eu abri a Bíblia, assim, sem nenhuma intenção a não ser aquela do tipo "Deus, me dê um caminho". Quando abria numa folha qualquer, numa página qualquer, eu lia um salmo, um provérbio, o que fosse, e lá eu encontrava o caminho para aquele dia", disse Temer, completando que "os dias na Presidência não são dias fáceis. Especialmente no momento em que o país perdeu um pouco a noção da cerimônia, da solenidade, da liturgia, do respeito, da educação, que é uma coisa importantíssima".

O presidente, que deixou o encontro sem falar com a imprensa, afirmou que o fim da greve dos caminhoneiros se deu por meio de diálogo e sem o uso da força.

"Graças a Deus, nós estamos encerrando esta greve dos caminhoneiros por meio de uma atitude minha que, muitas e muitas vezes, tem sido criticada, que é o diálogo. Eu não uso a força nem a autoridade. A força jamais, e mesmo a autoridade eu uso depois de empreender o diálogo", afirmou o presidente.

Michel Temer fala em encontro com pastores da igreja Assembleia de Deus

Temer disse ainda que, durante a greve, não houve violência por parte do governo e que a única morte registrada ocorreu por "atividade política". "A única morte que ocorreu, lamento dizer, foi de uma atividade política de alguém que atirou um tijolo num caminhão e acabou atingindo a cabeça de um caminhoneiro."

O presidente disse ainda que chamou as Forças Armadas porque o diálogo começou a falhar. "Nós estamos saindo dela [da mobilização] com a maior tranquilidade. Que isto sirva, meus senhores e minhas senhoras, de exemplo para o nosso país. Exemplo da força e do diálogo de um lado e da autoridade do outro lado. Porque, quando o diálogo começou a falhar, eu chamei as Forças Federais todas para se conectarem, se aliarem às forças estaduais para pacificarem o país e isto deu resultado, um resultado extraordinário", disse Temer.

Aproveitando estar num templo, pediu uma oração para ele.
"Sei que fazem isso por mim, mas peço que orem por mim e orem pelo governo. Orando por mim e pelo governo, estarão orando pelo país", disse o presidente.


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