quinta-feira, 12 de julho de 2018


De acordo com o Guia do Figurino da Record, Rodrigo Faro não poderá mais usar camisas com a gola mais aberta para apresentar seu programa na emissora.

A confusão aconteceu após Rodrigo faro usar uma camisa em seu programa que ele mesmo providenciou e se recusou a trocar, a camisa tinha a gola mais aberta. Por conta disso, a Record levou seus funcionários a seguirem um manual com normas e padrões para os figurinos. A emissora passou a proibir, sem exceções, que apresentadores e repórteres usem roupas que contenham logotipo de quaisquer grife. Também estão vetados decotes, bermudas e itens extravagantes.

Na tarde de terça-feira (10), os funcionários receberam por e-mail o Guia de Figurino, feito pelo departamento que cuida das roupas dos apresentadores e assinado por Mafran Dutra, diretor-geral de programação e produção da emissora. O arquivo conta com 27 páginas e foi criado em junho, poucos dias depois de Rodrigo Faro ser advertido por uma camareira sobre uma camisa que ele mesmo providenciou e se recusou a trocar, que infringia as normas internas por conter o logotipo de uma grife.

O manual de estilo, que antes servia apenas como um guia de orientação, agora virou regra que deve ser seguido por todos. Em letras garrafais, maiúsculas e destacadas em vermelho, o texto frisa que não há espaço para exceções e que todos deverão obedecê-lo.

Para os apresentadores do Entretenimento, as normas são mais brandas. Permite-se usar roupas “da moda” e com estampas, desde que estejam alinhadas com a proposta do programa e horário de exibição. “Lembrando que é PROIBIDO o uso de qualquer logotipo nos figurinos e acessórios de todos os apresentadores, repórteres e participantes que apareçam na RecordTV, SEM EXCEÇÕES”, reforça o comunicado.


A cartilha é mais severa com os profissionais do Jornalismo, com subdivisões de estilos para repórteres, âncoras de jornais e apresentadores de revistas eletrônicas.

Para as repórteres, é proibido o uso de decotes, regatas ou blusas tomara-que-caia. Recomendam-se peças discretas e minimalistas. Bermudas, somente para matérias gravadas na praia, e ainda assim precisam ser submetidas anteriormente para aprovação.

As âncoras dos telejornais podem usar blazers com camisa ou regata por baixo, ou até mesmo sem nada, mas devem prestar atenção no decote para não ficarem vulgares. Bijuterias estão liberadas, mas devem ser discretas. Um anel é mais do que suficiente para o look, segundo o manual. Mais liberdade ainda têm as apresentadoras das revistas eletrônicas, que podem usar peças sofisticadas, com elementos “da moda” e acessórios.

Nos programas esportivos, os looks das mulheres precisam ser despojados e casuais, porém sempre combinados a sapatos de salto alto quadrado. Os acessórios, sempre muito discretos.

Para os homens que fazem reportagens na rua, é obrigatório o uso de ternos alinhados ao corpo somente nas cores cinza (em todas as suas variações), preto ou azul-marinho. As camisas devem ter tons neutros, e as gravatas, discretas. “Quando utilizar terno, deixe apenas o ultimo botão sem abotoar. Ao sentar-se, desabotoe o terno, se levantar abotoe novamente, pois isso evitará amassá-lo”, diz a cartilha.


Alguns jornalistas, dependendo do tipo de programa que apresentam, podem ser autorizados pela direção artística a usar looks menos formais, como blazers e calças jeans de lavagens escuras.

Para os profissionais da área de esportes, há uma maior maleabilidade. São autorizados sapatênis, camisas com bolsos, mangas dobradas e tecidos informais. Camiseta modelo “polo” somente para reportagens em praias e estádios de futebol. Calças coloridas, em tons de vinho ou verde, estão liberadas.

Já as regras para óculos e relógios valem para ambos os sexos. Os óculos não podem ter formatos chamativos e precisam ser de tamanho adequado ao rosto. Já os relógios devem ser discretos e pequenos.

“O figurino de jornalismo sempre deve ser discreto, lembrando que o protagonista é a notícia, logo, o figurino não pode chamar mais atenção do que a informação”, sentencia o texto do manual.

Procurada, a Record disse que o manual já existia, mas foi atualizado e redistribuído.


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