terça-feira, 11 de setembro de 2018


Mr. Catra foi velado na noite desta segunda-feira(10), no Teatro João Caetano, no Centro. O corpo chegou por volta das 21h20, vindo de van de São Paulo, onde o funkeiro morreu por decorrência de um câncer gástrico. O velório contou com a presença de muitos dos familiares, amigos e admiradores que acumulou em 49 anos de vida.

Uma roda de oração com cânticos gospel foi formada ao redor do caixão de Catra. Segundo Sheila Silva, primeira mulher do músico, o cantor e compositor "aceitou Jesus no leito da morte"(veja detalhes Aqui). Outros presentes também pediram a palavra para compartilhar testemunhos.

"Era uma ótima pessoa, uma paizão, ajudava todo mundo. Vocês não têm noção do que ele era. Era um homem que ajudava qualquer pessoa que aparecesse", contou a Sheila Silva, que passou cerca de 15 anos com Catra, mas teve que "sair da vida dele porque não ia aguentar vê-lo com muitas mulheres".


Silvia Regina Alves preferiu não sair. Foi companheira de Catra por 20 anos (metade de seus 40), teve cinco filhos com ele e cuida dos demais como se fossem dela. Ela e os rebentos vieram de São Paulo, de ônibus, acompanhando o caixão, que foi transportado por uma van.

"Imagina você chegar em casa e falar para 28 que o pai não vai estar mais? O Negão nunca teve medo da morte, enfrentava essa doença maldita como um leão, como ele mesmo dizia. Nunca se deixou abater", contou Silvia Regina Alves.

O filho mais velho dos 32 que o cantor teve, Alan Domingues, de 27 anos, estava com o pai no hospital no domingo, pouco antes de sua morte. "Ele falava que estava tudo bem, que ia sair dessa, sentia falta de estar em casa, com os filhos, de fazer shows... Estamos sem chão, mas fica o carinho, o amor, o respeito e aprendizados. Ele era um super paizão", contou Alan.


Perto da meia-noite de terça-feira, os presentes que ainda permaneciam no João Caetano se direcionaram para o Largo São Francisco de Paula, vizinho ao teatro, onde foi organizado um baile funk com os clássicos de Catra. Batizada de "Baile do Negão", a festa teve estrutura de som montada pela equipe que trabalhava com o funkeiro e cerveja. Informações e fontes "Extra".



0 comentários:

Postar um comentário